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Adentrar o mundo tecnológico é uma possibilidade promissora para profissionais de diversas áreas, e apesar de um certo tradicionalismo que paira sobre a atividade jurídica, esta regra também vale para os advogados.

A ferramenta funciona como um cartão de visita para ampliar horizontes, servindo para divulgar informações, o trabalho desenvolvido, detalhar serviços e fazer propaganda do escritório de advocacia, muitas vezes com comentários de clientes satisfeitos com as atividades desempenhadas, o que passa segurança e credibilidade para um cliente cada vez mais questionador e crítico.

Não só isso, o uso de ferramentas com LinkedIn e redes sociais servem como palco de discussão e passagem de aprendizagem para profissionais que são autoridades em determinado assunto, e que usam esses canais para interagir com os seus pares.

Atualmente, muitos professores de Direito fazem uso da tecnologia, por meio das redes sociais, como o Instagram, por exemplo, para repassar dicas para os alunos, em texto ou em vídeo, muitas vezes com interação ao vivo.

A quantidade de canais criados no Youtube, outro contexto para exemplificar a análise, também cresce a cada dia. A possibilidade de dispor temas, obter comentários e deixar os vídeos para visualização posterior ajudam bastante na divulgação, além de serem conteúdos perenes, sempre à disposição dos internautas.

Impactos na Advocacia


A tecnologia é um marco para a advocacia, facilita contato, coleta de dados, transmissão de informações, possibilitando até a criação de aplicativos para resolução de conflitos.

E o que muitas vezes demandava tempo e burocracias, agora passa a ser feito de modo muito mais dinâmico com o apoio dessas ferramentas, que podem ser acessadas até do celular.

Além disso, outra vantagem é que a relação entre advogado e cliente se torna mais aproximativa e pessoal, porém, cabe destacar que a facilidade nem sempre traz impactos só positivos.

Desafios


Assim como tem acontecido desde a revolução industrial, a máquina vem, muitas vezes, desempenhar a função que antes estava destinada a um profissional.

Livre de erros humanos e com maior agilidade, a tecnologia traz sim muitos aspectos positivos e avanços, porém, podem muitas vezes substituir certas funções, impactando na vida daqueles que desempenhavam determinada tarefa e tiravam dali o seu sustento.

Por isso, para sobreviver aos novos tempos, o profissional de qualquer área que seja, deve estar constantemente se atualizando, e aprendendo a lidar com o progresso rápido e em constantes transformações.

Sim, a inserção neste mundo tecnológico não pede, mas exige reciclagem. Profissionais muitas vezes com uma carreira longa e fidelizada no mercado enfrentam agora o desafio de inovar, aprender como usar a prática vivenciada, e a bagagem teórica, como aliadas nesta inclusão ao universo da tecnologia.

Usar esses recursos tecnológicos com inteligência, não se restringe mais a divulgação do trabalho pessoal, para atrair novos clientes. Mas também como forma de otimização do trabalho, de resultados e da dinâmica processual.

O modo de convivência ideal é enxergar esses novos aparatos como ferramentas de apoio, e não como vilões. A eles, são dadas as tarefas mecânicas e burocráticas, dando ao profissional espaço para focar em pensamento estratégico e efetivo, entregando um trabalho de maior qualidade.

A interpretação dos fatos e a verdade, nas situações judiciais ainda depende daqueles que as manuseiam, e isso não muda. As pessoas envolvidas nos processos e quem são as reais responsáveis pelo progresso judicial.

Como fazer parte


Para fazer parte dessa revolução tecnológica nesse meio é necessário leitura e estudo e apuração de quais são as novas ferramentas que vão auxiliar na dinâmica jurídica.

A realização de cursos é indicada para todos, mesmo os profissionais mais consolidados devem entender que existe um novo caminho a ser percorrido de modo gradativo, sob o risco de perderem mercado.

Sim, o primeiro passo muitos já deram, que é a presença nas redes sociais, mas será que você está fazendo isso de maneira certa e com o correto engajamento?

É preciso ir além. O diferencial para os clientes e para a dinâmica processual é a inovação. E isso inclui estudo acerca do formato do conteúdo e informação que é divulgada, métricas, indicativos, relatórios, automação, essas e muitas outras variáveis.

Isso não significa dizer que o profissional do direito terá agora que se inteirar da tecnologia à nível de linguagem programação, mas que minimamente terá que adotar em sua rotina a compreensão e o exercício prático do Direito Digital, da proteção de dados, blockchain, Direito das startups, automação, entre outros temas.

Sim, é um investimento, mas o sistema usado no escritório de advocacia precisa ser reformulado. Certamente os escritórios concorrentes o estão fazendo e o profissional que partir rumo a transformação digital está fadado a ser esmagado pela concorrência

Além dessas mudanças estruturais mais complexas, a advocacia precisa se desmontar também um pouco da sua habitual formalidade e entender que, por exemplo, ferramentas de marcação de reuniões como o telefone fixo estão se tornando obsoletas, frente a alternativas mais simples e pessoais como o WhatsApp.

Assim, no ramo da advocacia, como em diversos outros, a tendência natural é que a comunicação se estreite cada vez mais entre o advogado x cliente, e como não é possível que o advogado desempenhe essa entre todas as outras funções que já desempenha, precisa criar um fluxo automatizado para isso.

Celeridade


Apesar da grande crítica a celeridade jurídica, um avanço já constatado pelo uso da tecnologia, para quem enfrenta a dinâmica processual - os advogados e partes do processo – é que eles não precisam mais se deslocar para Fóruns em busca de informações.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por exemplo, no menu “consultas processuais”, permite acesso às informações dos processos de Primeiro e Segundo Grau.

Processos esses que muitas vezes o público em geral pode consultar, exceto os casos de processos tramitando em segredo de justiça, que mantém a sua restrição.

Ainda usando como exemplo os serviços oferecidos pelo Poder Judiciário, no caso em questão, pelo TJSP, no site do Tribunal, há também o peticionamento eletrônico, para ter acesso à petição inicial de primeiro grau, disponível para advogados e usuários vinculados ao processo.

Nesse caso, faz-se necessário o uso de senha, porém já é notável a mudança: poder acessar informações processuais sem necessitar ficar em uma fila já representa a eficácia das novas tecnologias no ramo jurídico.

Ainda existem muitos degraus a serem enfrentados: tecnologia, advocacia, celeridade e veracidade são palavras que precisam caminhar juntas, principalmente na rotina diária, para isso, os profissionais da área devem ficar atento as novas ferramentas que surgem, se renovando a cada dia, tornando-se profissionais cada vez mais ágeis e completos e com clientes mais satisfeitos.
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